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REM MT atualiza tecnologia que trará maior controle da origem da madeira de MT

O combate à exploração ilegal de madeira em Mato Grosso ganhou mais um aliado. O Programa REM MT investiu R$ 1,13 milhão na atualização do Sisflora 2.0, sistema responsável pelo controle de exploração e comércio de produtos florestais.
O lançamento da plataforma está disponível a partir desta quinta-feira (16). 
O sistema foi adquirido pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) e vem sendo desenvolvido desde março de 2021, com recursos do Programa REM MT. Na versão anterior, o Sisflora 1.0, o acompanhamento da extração de madeira era feito pelo inventário florestal, com volumes estimados a serem explorados.

Agora, com a atualização do Sisflora 2.0, os dados ficarão ainda mais precisos por conta do rastreamento, explica a coordenadora do subprograma Produção, Inovação e Mercado Sustentáveis (PIMS), Daniela Melo. O subprograma também é responsável por outras ações na cadeia do manejo florestal madeireiro sustentável, no âmbito do Programa REM MT.


Daniela Melo, coordenadora do subprograma Produção, Inovação e Mercado Sustentáveis (PIMS) (Foto: REM MT)

“A partir da cadeia de custódia, é possível ter a rastreabilidade do que foi explorado, o número de secções obtidas, a origem da árvore abatida e o volume de madeira produzido por espécie, facilitando o controle da produção, o transporte e a comercialização da madeira”, conta.

Segurança, controle e fechar o cerco contra a madeira ilegal


Fiscalização da Sema junto com Polícia Ambiental (Foto: Christiano Antonucci/Secom – MT)

De acordo com a coordenadora de Créditos e Recursos Florestais da Sema, Tatiana Arruda, o Sisflora 2.0 vai trazer mais segurança, controle e monitoramento do volume autorizado na exploração florestal. O consumidor final terá a confiança de que o produto adquirido, seja madeira em tora ou serrada, foi retirado de forma legal da natureza.

“O sistema é inovador, porque está configurado para a cadeia de custódia, que trará a rastreabilidade da origem da matéria até o setor de base florestal. Na cadeia de custódia, o volume será real para cada árvore e não volume estimado”, pontua Tatiana.


Tatiana Arruda durante fiscalização de madeira (Foto: Reprodução)

Ainda segundo Tatiana, outra inovação é a possibilidade de auditoria no próprio sistema. A inserção das informações no sistema passa a ser feita pelo interessado, com mecanismos de precisão quanto à localização geográfica do empreendimento de forma digital, com bases de dados atualizadas.

 
Secretaria Mauren Lazzaretti (Foto: Marcos Vergueiro/Secom-MT)

Para a secretaria estadual de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, o sistema vai colaborar na vigilância do governo contra o mercado ilegal de exploração de madeira.

“É um grande avanço, pois o novo sistema possibilitará a implementação efetiva da cadeia de custódia em Mato Grosso, e o rastreamento do produto florestal desde a extração da madeira, até a destinação final. Esse é um mecanismo importantíssimo para garantir a legalidade da madeira e fechar o cerco contra a ilegalidade”, afirma.

Como funcionará?

 
Servidores trabalhando no combate a exploração ilegal de madeira (Foto: Meneguini/Gcom-MT)

A implementação passou por duas fases. Na primeira, foi realizado o recadastramento de todos os representantes operacionais, responsáveis técnicos, proprietários ou representantes legais no SIGA, que é o sistema único de usuários de serviços da Sema. Esses cadastros foram transferidos para o Sisflora 2.0.

Agora, na fase dois, os representantes operacionais devem realizar a renovação cadastral, enviando os documentos necessários via sistema SIGADOC – sistema único de protocolo do Governo de Mato Grosso. Os documentos estão descritos no Termo de Referência “CCRF-02 Renovação Cadastro CC-SEMA”, disponível em http://www.sema.mt.gov.br/

O SIGADOC é o sistema oficial de protocolo digital do Governo de Mato Grosso. Para abrir um protocolo basta enviar os documentos para o e-mail: [email protected].

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